Passei as duas últimas semanas em Congresso. Primeiro na Bahia (Salvador), para a SBS e depois em Florianópolis, para o Fazendo Gênero.
Ao primeiro evento, fui na condição de debatedora do GT Consumo e Cidadania, ao segundo, na condição de coordenadora do Seminário Temático Gênero e Consumo. Ah, a experiência de GT e ST é tão interessante! Sala cheia, gente interessada, silêncio para ouvir os outros falarem e, ao final, oportunidade para todos dirigirem comentários e perguntas aos apresentadores.
Fiquei pensando: em que medida é possível transferir esta experiência para a sala de aula?
Pontos para pensar:
1 - nos grupos de trabalho em eventos, as pessoas partilham um tema de interesse, diferente da obrigatoriedade de conteúdos de uma disciplina. Entretanto, é possível contra-argumentar que, num curso superior, as pessoas estão em formação para atuarem profissionalmente em uma área de interesse comum. O que, então, provoca o desinteresse e a pressa dos estudantes em cumprir tarefas para, simplesmente, "passar" na disciplina?
2 - nos grupos de trabalho, as pessoas também estão para serem avaliadas. Entretanto, a avaliação é considerada CONTRIBUIÇÃO para melhor desenvolverem seus trabalhos e não um julgamento que aprova ou reprova. Será que é possível pensar numa forma de avaliação em disciplinas que os estudantes percebam como contribuição e não como julgamento de capacidades? Sim, pq é a percepção deles a respeito da avaliação que importa/pesa, mais do que a intenção do professor em contribuir, uma vez que a pressão pela aprovação é grande e é a forma como foram educados no decorrer do tempo que passaram nas escolas.
3 - nos grupos de trabalho, as pessoas vão para apresentar suas produções, reflexões, pesquisas. Sentem-se engajadas e com voz (espaço) para falar. Pergunto: será que é possível trabalhar uma disciplina a partir das pesquisas dos alunos, estimulando-os a pesquisarem e a compartilharem seus achados com os colegas?
É por aí que penso em desenvolver o trabalho final do curso, propondo a transformação da "turma" em "grupo de trabalho". Será que dá?
Tranpondo para a prática nas disciplinas que ministro atualmente, tenho percebido os estudantes muito mais engajados nas descobertas quando a eles é dada a voz. A aula de reposição de mídias regionais no sábado último, foi um ótimo exemplo: duas prepararam o seminário, apresentando o conteúdo do texto e eu entrava para esclarecer, questionar, provocar. Saíram bem felizes da sala, mesmo num sábado de Rock in Rio (perderam a noite de sexta pq tinham que vir a aula)
Ao primeiro evento, fui na condição de debatedora do GT Consumo e Cidadania, ao segundo, na condição de coordenadora do Seminário Temático Gênero e Consumo. Ah, a experiência de GT e ST é tão interessante! Sala cheia, gente interessada, silêncio para ouvir os outros falarem e, ao final, oportunidade para todos dirigirem comentários e perguntas aos apresentadores.
Fiquei pensando: em que medida é possível transferir esta experiência para a sala de aula?
Pontos para pensar:
1 - nos grupos de trabalho em eventos, as pessoas partilham um tema de interesse, diferente da obrigatoriedade de conteúdos de uma disciplina. Entretanto, é possível contra-argumentar que, num curso superior, as pessoas estão em formação para atuarem profissionalmente em uma área de interesse comum. O que, então, provoca o desinteresse e a pressa dos estudantes em cumprir tarefas para, simplesmente, "passar" na disciplina?
2 - nos grupos de trabalho, as pessoas também estão para serem avaliadas. Entretanto, a avaliação é considerada CONTRIBUIÇÃO para melhor desenvolverem seus trabalhos e não um julgamento que aprova ou reprova. Será que é possível pensar numa forma de avaliação em disciplinas que os estudantes percebam como contribuição e não como julgamento de capacidades? Sim, pq é a percepção deles a respeito da avaliação que importa/pesa, mais do que a intenção do professor em contribuir, uma vez que a pressão pela aprovação é grande e é a forma como foram educados no decorrer do tempo que passaram nas escolas.
3 - nos grupos de trabalho, as pessoas vão para apresentar suas produções, reflexões, pesquisas. Sentem-se engajadas e com voz (espaço) para falar. Pergunto: será que é possível trabalhar uma disciplina a partir das pesquisas dos alunos, estimulando-os a pesquisarem e a compartilharem seus achados com os colegas?
É por aí que penso em desenvolver o trabalho final do curso, propondo a transformação da "turma" em "grupo de trabalho". Será que dá?
Tranpondo para a prática nas disciplinas que ministro atualmente, tenho percebido os estudantes muito mais engajados nas descobertas quando a eles é dada a voz. A aula de reposição de mídias regionais no sábado último, foi um ótimo exemplo: duas prepararam o seminário, apresentando o conteúdo do texto e eu entrava para esclarecer, questionar, provocar. Saíram bem felizes da sala, mesmo num sábado de Rock in Rio (perderam a noite de sexta pq tinham que vir a aula)
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