segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Para Começar

Preciso trazer o texto que escrevi na semana passada para cá. Seria o primeiro, não tivesse eu decidido abrir este blog aqui na ESPM, enquanto faço hora para o curso que vou ministrar logo mais na Rede Sophia.

As últimas semanas têm sido de "ferveção" na ESPM. Desde o lançamento do novo PDA, todos estão discutindo aquilo que viemos tratando na pós desde o início do ano. Há uma grande expectativa de que nós, professores, sejamos mentores e transformadores, adotando novas práticas em sala de aula. Posso dizer que percebo, pelo menos em mim, mais dúvidas do que certezas. Por um lado, sempre me achei mais "inovadora", se não nas técnicas e dinâmicas, nas formas de conduzir o pensamento. E fico me perguntando: são as dinâmicas ou a reflexão provocada o que faz a diferença?

Trazer lanchinho para a turma de quatro alunas, na terça-feira passada, funcionou para coloca-las em uma atitude favorável em relação a mim, como eu esperava que acontecesse. Atenderam às solicitações e colocaram-se com clareza em relação às questões que levantei sobre a pesquisa em midias regionais. Vamos  ver se terão realizado o trabalho que solicitei: elaborar questões e trazer a síntese da aula anterior.

Amanhã, vou tentar uma nova atividade: pedi que lessem dois capítulos de livros sobre globalização da comunicação. Levarei cartolina e canetinhas coloridas para a sala e pedirei que cada uma faça, na cartolina, uma síntese do que leram nos textos, associando ao conceito de  globalização a ideia de mídias regionais. A partir do que fizerem, abrimos a discussão para os conceitos que devem ser apreendidos nesta aula.

Os objetivos, especificamente, são: praticar a capacidade de síntese e a capacidade de relacionar conceitos, a partir de uma construção das próprias alunas.

Postarei as fotos depois do trabalho, acompanhada de uma reflexão sobre os resultados.

Nas turmas de Estudos Sócio Econômicos e Políticos Brasileiros, minha estratégia foi ambientar o período histórico cuja economia estamos estudando: apresentei uma seleção de fotografias e uma música de Chiquinha Gonzaga, durante alguns minutos, pedindo a eles que imaginassem como era a vida naquele tempo. Depois, um breve debate sobre a realidade social de mulheres e negros fez com que eles se  colocassem como detentores de um conhecimento que, definitivamente, eles já têm e pudessem estabelecer relações com o tempo presente.
 
Passada a ambientação, apresentei um pouco de conteúdo, contextualizando a economia brasileira do início do século XX. Apresentei também um pedaço da minissérie Chiquinha Gonzaga, que retratava a revolta do vintem, novamente, eles puderam estabelecer conexões entre a historia do Brasil e a contemporaneidade. Em seguida, abri para os seminários (a cada aula um ou dois grupos de alunos se responsabiliza pela sintese em  forma de seminário de um dos  capítulos previstos para serem lidos no plano de ensino). As técnicas foram mais eficientes na turma de jornalismo do que na turma de publicidade. Acredito que seja resultado do número de alunos em sala. No jornalismo há 14 alunos e na publicidade 44.

 

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